Citation
Comunicar e Avaliar Ciência

Material Information

Title:
Comunicar e Avaliar Ciência
Creator:
Beall, Jeffrey
Wilhite, Allen W.
Fong, Eric A.
Costa, João
Fernandes, Sofia
Gradim, Anabela
Príncipe, Pedro
Fernando, João
Gonçalves, Ferreira
Silvestre, J.
Canas, S.
Dias, J. Eiras
Paiva, Francisco
Machado, Irene
Carrozza, Chiara
Pereira, Tiago Santos
Pereira, Susana Simões
Azevedo, José Manuel Pereira
José de Oliveira Machiavelo, António
Place of Publication:
Covilhã, Portugal
Publisher:
Laboratório de Comunicação Online, Universidade da Beira Interior
Publication Date:
Language:
Portuguese
Physical Description:
e-book

Notes

Abstract:
(Table of contents) Introdução - 1 Parte I INTEGRIDADE ACADÉMICA E INDICADORESDE PRODUÇÃO E AVALIAÇÃO Os editores predatórios estão a destruir a integridadeda comunicação académica- 11 Jeffrey Beall Por Albert Einstein, o editor, você, e eu - 31 Allen W. Wilhite e Eric A. Fong Produção científica nas ciências sociais e humanidades:problemas e alternativas - 47 João Costa A universidade portuguesa nos rankings: estratégias de melhoria - 57 Paula Pechincha, António Marques e José António Sarsfield Cabral A avaliação da produção científica em biotecnologia, direito e artes:proposta de um modelo - 87 Sofia Fernandes Parte II DESAFIOS DO OPEN ACESS NA POLÍTICA CIENTÍFICA Editores predatórios e modelos de Open Access - 111 Anabela Gradim OpenAIRE e comunicação da ciência: a infraestrutura Open Accesspara a investigação na Europa - 127 Pedro Príncipe Eu sei que tu sabes que eu cito: uma visão estratégicada publicação em ciência - 135 João Fernando Ferreira Gonçalves Ciência e técnica vitivinícola 30 anos de desafios - 149 J. Silvestre; S. Canas; J. Eiras Dias Parte III TEORIAS, MÉTODOS E ESTUDOS DE CASOEM COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA Investigação em, sobre e através da Arte do ponto de vista da publicação:aspectos epistemológicos e de validação - 157 Francisco Paiva Argumentação gráfica: a modelização diagramáticana comunicação da ciência - 177 Irene Machado Cartografia dos métodos digitais: no cruzamento entre os estudos sociaisda ciência e tecnologia e as ciências da comunicação? - 203 Chiara Carrozza e Tiago Santos Pereira A necessidade de uma melhor comunicação da matemática na imprensa - 241 Susana Simões Pereira, José Manuel Pereira Azevedoe António José de Oliveira Machiavelo Notas sobre os autores - 253
Publication Status:
Published
General Note:
Papers read at a conference held at the Universidade da Beira Interior in Covilhã, Portugal in 2015. Edited by Anabela Gradim and Catarina Moura. The lead chapter is by University of Colorado Denver faculty member Jeffrey Beall. Text in Portuguese. An English edition is also available.

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Auraria Library
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Auraria Library
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Anabela Gradim e Catarina Moura (Org.)COMUNICAR E AVALIAR CINCIA LABCOM.IFP Unidade de Investigao Universidade da Beira Interior PT

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COMUNICAR E AVALIAR CINCIA Anabela Gradim e Catarina Moura (Org.)

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Ttulo Comunicar e Avaliar Cincia Organizao Anabela Gradim e Catarina Moura Coleo LabCom Srie Pesquisas em Comunicao Direo Jos Ricardo Carvalheiro Cristina Lopes Catarina Moura e Sara Constante (Capa) ISBN 978-989-654-238-2 (papel) 978-989-654-240-5 (pdf) 978-989-654-239-9 (epub) Depsito Legal 395070/15 Tiragem Print-on-demand Editora LabCom.IFP www.labcom-ifp.ubi.pt Universidade da Beira Interior Rua Marqus Dvila e Bolama. 6201-001 Covilh. Portugal www.ubi.pt Os artigos, bem como a autorizao de publicao das imagens so da exclusiva responsabilidade dos autores.

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ndice Introduo .......................................................................................................... 1 Parte I INTEGRIDADE ACADMICA E INDICADORES DE PRODUO E AVALIAO Os editores predatrios esto a destruir a integridade da comunicao acadmica .............................................................................. 11 Jeffrey Beall Por Albert Einstein, o editor, voc, e eu ........................................................... 31 Allen W. Wilhite e Eric A. Fong problemas e alternativas ................................................................................... 47 Joo Costa ................... 57 proposta de um modelo .................................................................................... 87 Parte II DESAFIOS DO OPEN ACESS NA POLTICA CIENTFICA Editores predatrios e modelos de Open Access ........................................... 111 para a investigao na Europa ........................................................................ 127

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da publicao em cincia ............................................................................... 135 ......................................... 149 Parte III TEORIAS, MTODOS E ESTUDOS DE CASO EM COMUNICAO DE CINCIA aspectos epistemolgicos e de validao ....................................................... 157 na comunicao da cincia ............................................................................. 177 da cincia e tecnologia e as cincias da comunicao? ................................. 203 Chiara Carrozza e Tiago Santos Pereira ..... 241 Notas sobre os autores ................................................................................... 253

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8] 1 Introduo da credibilidade necessria sustentabilidade de um complexo paradigma. sobre permanece, at certa medida, opaco. enquanto modelo de publicao este sistema trs partes que estruturam esta obra

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2 o de editores predatrios dete tada por este investigador e bibliotecrio norteentusiasticamente iniciados por bibliotecas e departamentos universitrios e que, com o novo status quo da publicao acadmica. a este nvel no seio da academia esto a distorcer a sua tica. No entanto, o autor a cultura pode ser alterada pela implantao de uma poltica de transparncia. dos nossos entrevistados querem ver essas prticas terminadas, escreve. Ainda assim, sabemos que o recurso a indicadores de produo, tanto enquanto medida de produtividade como enquanto instrumento de avaliao, curricula avaliao da de avaliao. O que pode revelar-se problemtico no momento de garantir que as bases de dados bibliomtricas asseguram uma correcta representatividade de livros e captulos de revistas por oposio publicao em revistas indexadas, absolutamente distintas entre si, sem atentar respetiva comunidade e cultura

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3 certamente esse o caso das Cincias Sociais e Humanas, sabendo-se que as bases de dados uma representao adequada da publicao na maior parte destes domnios. Consequentemente, Joo Costa, Sociais e Humanas da FCT lidera a equipa que se encontra a levar a cabo a de que os dados includos devem ter uma cobertura abrangente, deve ser da academia vai mais longe se considerarmos que a avaliao das prprias rankings rankings rankings mesmo sem ter em conta a maior ou menor validade das metodologias usadas por estes em muitos casos independente da vontade das universidades. rankings quer queiram, quer no. O problema que quando o seu posicionamento mau, tal por isso, o estudo destes investigadores conclua que, em grande medida, as rankings mas sobre eles e o

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4 A segunda parte deste livro no modelo de publicao em que, como elucida Pedro Prncipe, no espao europeu. Tem sido, alis, neste contexto que a Comisso Europeia No entanto, este modelo corre o risco de ser progressivamente esmagado por para a Cincia e o Anabela Gradim examina a convergncia com o seu ensaio compreender o seu modelo de negcio e avaliar os sinais hijacking pelos autores que pretendam submeter manuscritos, mas que simplesmente no

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5 hijacking em 2014, sua continuao. Joo Gonalves um dos vrios investigadores a perceber, no seu caso com grande probabilidade, a inovao. Embora o surgimento da competio estudada a proporcionalidade directa entre a moda de um tema e o retorno estratgia de sobrevivncia e demarcao mais vivel, na verdade o autor Porque no territrio da cincia a questo da investigao desemboca inevitavelmente na da sua comunicao, que estrutura esta obra Cincia

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6 por parte da imprensa um tratamento distinto de discursos to singulares como, no estudo de caso que abordam, a Matemtica. Consciente de que as particularidades da obra de arte pode no ser e seu caso inspirados pelo contacto que tiveram com a equipa de investigadores acadmica, percebendo no processo que os mtodos digitais emergem como recentemente com as redes sociais e com estudos de comunicao, bem como com estudos bibliomtricos mais argumentativo, como storytelling , e no como mera apresentao de dados.

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7 apresentao de resultados, mas tambm como parte integrante das prticas pretende-se um contributo para o amplo debate acadmico que tem vindo a emergir dos mais

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e avaliao Parte I

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30] 11 Os editores predatrios esto a destruir a integridade da comunicao acadmica 1 Introduo access e equilibrada do status quo os problemas criados por modelos de publicao que dependem do pagamento em desvantagem aqueles que no o tm.

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12 Scholarly contm essencialmente uma lista negra de editores. Alm disso, individuais que aparecem num site por si mesmas e no sob a gide de um qualquer editor da mesma pessoa e criadas usando o mesmo modelo, mas sem qualquer site que Queria tambm acrescentar que adicionei alguns editores e revistas de e cobrando taxas aos autores, mas depois ao contrrio de editores de acesso editores de acesso livre e revistas. Presentemente, esto mais de 700 editores na lista, e mais de 600 revistas na lista de pior No entanto, o e revistas predatrias continua a crescer a um ritmo acelerado. Em 2014, adicionei duas novas listas ao meu blog. A primeira de revistas quais algum criou um site para a captao de artigos, aceitando todos ou a sua maioria. Sequestradores site incluindo o ISSN, o endereo e cerca de 30 entradas. Creio que a maioria das revistas vtimas de sequestro

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13 usam nos seus e-mails de Julgo que muitos dos investigadores que responderam aos e-mails de que atribuindo pontos a coisas como ter artigos em Ingls. O resultado que o ter diminudo em valor, visto quase toda a gente agora publicar em revistas com sites das prprias revistas. H mais de vinte empresas deste gnero, e esto enganando a muitos. proeminente nos seus sites e e-mails. Access Os editores predatrios so aqueles que exploram o modelo de

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14 promover compostos 2 O acesso aberto dourado tambm concentra os custos sobre os autores nas cincias biomdicas como qualquer investigador biomdico com um Os investigadores de cincias biomdicas esto particularmente cansados do incessante que recebem, cansados de terem de descobrir se uma revista r junk science agregam revistas de acesso aberto com e sem taxas de autor apresentando-as como pertencendo ao modelo de acesso aberto dourado, de modo a que possam alegar que muitas revistas de acesso aberto no no cobram taxas autor no a a distino entre revistas as taxas de autor que levaram ao aparecimento e persistncia das revistas

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15 predatrias. Assim, para as revistas que s o livres para o leitor e livre s para o 3 Para revistas que esto livres para o leitor e tm uma taxa cobrada ao autor aps a aceitao, o nome apropriado revistas de acesso aberto dourado. pois o autor paga todos os custos associados sua publicao, mas totalmente gratuito para os leitores. ento outro exemplo de acesso aberto dourado. A para o pensamento. simplesmente repetem a sociais, tais como um blog ou um site declarao e das suas ideias imediatamente recompensada com um coro de

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16 departamento de polcias voluntrios que rpida e agressivamente respondem a qualquer crtica ao seu modelo de publicao. As universidades pretendem ensinar o pensamento crtico, mas os acadmicos iro atacar qualquer crtica ao usa o DOAJ 4 pesquisa, eliminando a maioria dos editores predatrios dos seus estudos, que encontram listadas no DOAJ, uma base de dados com curadoria de qualidade supostamente controlada. O movimento ser baseado em princpios, pois se agisse de acordo com princpios, aplicaria os a estas, essencialmente o mesmo modelo de negcio das revistas de assinatura. The Scholarly Kitchen

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17 O movimento [de acesso aberto] busca a superioridade moral, por isso [de publicao acadmica], neste caso, a comunicao acadmica. Parece Como eu disse acima, duvido que tornando os seus processos mais que publicam. Apenas na publicao de acesso aberto poderamos encontrar o conceito 5 Eu explico. Os mandatos so requisitos impostos aos investigadores para publicarem em revistas de acesso aberto, ou para arquivarem os seus ps-prints em repositrios. Mandatos de acesso aberto so um tipo de 6

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18 Fora de Mandato 12 9 6 3 3 2 Depsito quando/se o editor concordar 1 0 investigadores no quer O movimento de ameaa a liberdade de imprensa promulgar legislao na Amrica do Norte e Europa Ocidental, exigindo em

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19 Requisitos de publicao em decretados pelos governos so, a seu modo, um ataque liberdade de imprensa. Na verdade, penso que o movimento um dos maiores ataques liberdade de imprensa na antes. municpios, e como o Supremo Tribunal decidiu em dois casos. Apresento aqui a anlise do advogado David L. Hudson Jr discricionrios para determinar se os editores podiam colocar dispositivos Este regulamento municipal previa que o presidente poderia negar a Esta disposio, disse o Tribunal, deu ao presidente poderes discricionrios outros. Para o Tribunal, isto inaceitvel Primeira Emenda.

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20 comerciais. nos dispositivos de distribuio de notcias, mas exigiu a remoo de outras de segurana e esttica. A cidade argumentou que s revogou a licena para distino entre discurso comercial e no comercial do que os casos A cidade argumentou ainda que, se tivesse o poder de proibir os dispositivos mesmo que assum ssemos ... que a cidade poderia proibir totalmente o uso de

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21 xito a particular, em detrimento do outro. Isto um ataque liberdade de imprensa, aplicvel tambm a este caso. O governo no tem nada que promulgar leis ou O Veto do Desordeiro Muitos editores atacam-me pessoalmente por os adicionar editores questionveis. Uma das tticas

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22 dos editores pararem. Como se pode ver, a estratgia no tem sido bem-sucedida, em Littleton, Colorado, perto de Denver Apesar do nome, no realmente revistas de gesto e educao Neste momento, o Clute Institute no membro de submisso t m-se uma reviso por pares muito mais rpida. Imagine o clamor que no presso para publicar Praticamente todas as universidades t m uma escola de acadmicas, serem nomeados ou promovidos. Editores venais como o Clute investigao questionvel e de baixa qualidade. O proprietrio desta empresa tem

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23 Existem muitas revistas predatrias na rea da gesto. Por muitos anos, algumas escolas de negcios usavam includo no Cabells ou includo no A destruio das culturas de investigao mica, incluindo aquelas da pesquisa. As revistas predatrias esto a destruir, em muitas universidades, pases originalidade e mrito na determinao promoo e nomeao, ou outro avano acadmico, est em declnio, e est a ser substitudo pela capacidade de compra sobre determinadas revistas predatrias. Frequentemente descrevem o caso de nomeao que esto considerando, e estes geralmente envolvem um investigador

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24 qualidade de uma revista publicada num pas em desenvolvimento, pode ser visto como racista. Assim, concedido crdito independentemente da qualidade da revista para evitar qualquer possvel aparncia de racismo. Como resolvemos o problema? As bibliotecas e outros assinantes no podem mica solicitando manuscritos, e resultados de pesquisa do Google Acadmico. essencialmente perdida no modelo de publicao dourado. A decompor-se completamente Na verdade, em muitos pases completamente investigao do banco batoteiros escrevem artigos que preparam muito rapidamente e submetem-nos aos editores predatrios. Sempre geis, existem muitos editores predatrios que no

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25 Apoiar o em palavras mas no em actos em todo o lado, enquanto eles mant m a maioria das suas revistas acessveis ao ou implementa m qualquer poltica que poderia acerca do mais estridentes do acesso aberto, mas preserva a receita do negcio. Vemos dos editores dos princpios do acesso livre, independentemente destes alterarem os seus modelos de publicao para o acesso aberto. Ainda vemos promotores de acesso aberto usando a imprensa tradicional, no de distribuio, publicidade, e edio de texto de alta qualidade.

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26 7 Indexa ao nvel de artigo artigos de alta qualidade e revistas predatrias, de modo que inclui no seu ndice central todos os artigos de baixa qualidade e de pseudo-cincia que os editores predatrios publicam com alegria em troca de um valor para o processamento dos textos. Isto um problema porque as pessoas usam o Google abrangente do mundo. Os ndices com curadoria que as bibliotecas acadmicas revistas que consideram de baixa qualidade ou predatrias Ainda assim, alguns prtica que incentiva a incluso de alguns peridicos de baixa qualidade. Este mais um exemplo de como a s revistas de acesso aberto de baixa qualidade como o caso da maioria delas. Os artigos que publicou, na sua maioria, eram

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27 mtricas do Google Acad mico Enquanto isso, uma maioria das mtricas do Google Acad mico questionveis. acad mica. O declnio da biblioteconomia acadmica A biblioteconomia acad s necessidades dos servir as necessidades daqueles que integram o nosso Aqui esto alguns Existe uma certa entre os bibliotecrios acadmicos sobre a capacidade e adequao das bibliotecas acad micas para assumirem o papel da publicao acadmica. Muitos ainda acreditam ingenuamente que a publicao acad mica pouco mais do que apertar um boto. Como que as bibliotecas acad micas, no a cabo o papel de editora acadmica. Est atualmente muito na moda os bibliotecrios acad micos serem politicamente ativos na promoo da publicao de acesso aberto. Muitos bibliotecrios acadmicos carreiristas esto a avanar nas suas carreiras simplesmente por serem apoiantes vocais do acesso aberto, e politicamente

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28 incorreto questionar a publicao de acesso aberto no ambiente bibliotecrio acadmico. Como eu disse, o pensamento crtico sobre a publicao acadmica de acesso aberto um delito punvel na universidade e na comunidade bibliotec ria acad mica. Apenas o pensamento crtico aprovado permitido. mas isso contriburam para os aumentos com os gastos de subscrio das bibliotecas so precisam de validar-se a si mesmos como acad em revistas acad micas. Desde o incio dos anos 90, vimos emergirem novos 8 e ambos os pases, entre muitos outros, tm experim dcada, com muita pesquisa valiosa e essa que est a ser publicada em revistas acadmicas e que as bibliotecas em competio com estas culturas acadmicas. No se trata do aumento editores, intelectualmente desonesto. Esta negligncia por parte dos bibliotecrios, e de muitos outros, no ensino superior, abusos que estes cometem. Muitos acadmicos no apenas bibliotecrios esto 9 12

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29 predatria. Um artigo recente na pelo especialista em artigo acadmico, contudo muitas dessas pessoas pretendem ser especialistas devem publicar, no entanto, nunca estiveram integrados na carreira acadmica, seus crebros. a publicao acadmica to simples quanto apertar um boto. no conseguem perceber que uma grande parte da publicao acadmica publicou?

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30 com muito pouco para mostrar em troca. Em muitos casos, as despesas so muito ignorados. em repositrios institucionais obscuros. Alm disso, muitas revistas de acesso aberto iniciadas por bibliotecas e

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46] 31 Por Albert Einstein, o editor, voc, e eu 1 provavelmente deixou-o um pouco mais intrigado, especialmente se tem sido acadmica avaliao de bolsas existe, e no mundo altamente competitivo da academia, o tenure uma maior presso para demonstrar sucesso na investigao sucesso que

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32 tenure e promoo. Este aumento da presso no necessariamente uma coisa m. A competio mais pessoas se envolvem no ambiente de investigao, os avanos so mais burlar o sistema, tentaro adquirir o que parece ser um currculo impressionante construir essa reputao e as consequncias de tal comportamento so o tema deste captulo. Ao longo de um perodo de cinco anos, lanamos quatro vagas de inquritos poltica. Nestes inquritos pedimos aos respondentes para nos darem comentrios abertos sobre as suas experincias com vrios tipos de autoria e manipulao citao. Este texto baseado nesses comentrios.

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33 nada que possa substituir isso e, consequentemente, a publicao com reviso -a publicao em revistas acadmicas. para este modo de medir prtica e bastante sensata, mas tambm imprecisa. O um indicador do potencial de investigao e, portanto, um ruidoso indicador de estratgias de manipulao.

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34 orientao recebida numa altura anterior da sua vida de acadmico. Eu no Estes tipos de atividades sero os nossos primeiros temas de discusso. A questo bsica que precisamos de abordar por que os investigadores da cincia no manuscrito. Outro comenta simplesmente acrescentar autores

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35 que completaram a pesquisa. indivduos merecedores apareceriam como autores nos manuscritos. Esta desse indivduo. Por exemplo, este manuscrito iria encontrar imediatamente um e editores porque eles se perguntariam se isso seria, de algum modo, um artigo Em poucas palavras, a reputao pode ser um motivo poderoso no consenso outra pessoa. Por exemplo, um investigador escreveu, vivemos tempos muito Claro que preciso dois para danar o tango e se Einstein estivesse vivo, provavelmente no iria concordar com o uso do seu nome. No entanto, algumas pessoas no tm o mesmo nvel de auto-controle. Demasiados indvduos parecem

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36 o seu nome aparea num artigo ou proposta de investigao, mesmo que no a concesso de bolsas -mais de metade dos indivduos que admitiram a adio isso porque a reputao do indivduo adicionado aumentou a probabilidade de aquiesceu a ter o seu nome adicionado. A presso na academia est a distorcer a tica. um do outro, cada que, enquanto a maioria das universidades pode descontar o crdito concedido a um autor por um artigo em co-autoria, esta diminuio pequena menor do meu parece ter um acordo para incluir os nomes de dois outros colegas nos manuscritos de cada um. Quando eu o questionei sobre isso, ele respondeu que

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37 num artigo, que no contribuiram em nada para ele, apenas porque eram sniores relativamente a mim e numa posio mais poderosa. E apesar de contribuio mnima para o estudo, o presidente do departamento insistiu em ser o autor snior de extorso por um indivduo numa posio de autoridade, mas em muitos casos principal que diretor do laboratrio. A sua aquisio deste equipamento

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38 Em quinto lugar, vrias pessoas disseram que adicionaram um autor apenas tenure de um investigador incipiente. Finalmente vrios acadmicos disseram que na atribuio de autorias, mas tambm mostram que esta pode ser uma rea institucionais relativamentea estas matrias. relevantes para a pesquisa. Uma parte importante do processo de reviso por possam estar relacionados com o tema em apreo. Isto no coero, na verdade,

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39 dada, nem sugerido qualquer artigo em particular tudo o que querem que 2013 e 2014 ranking simplesmente corrupo, mas muitos colegas aceitam-no como algo que sequer mencionaram quais os artigos que eu deveria ter citado. escreveram sobre este tema. A maioria pensava que a coero simplesmente

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40 pertence l. Vrios editores admitiram que era improvvel que publicassem Mas o contrrio simplesmente no verdadeiro. S porque um manuscrito no um veculo apropriado, especialmente se o manuscrito propuser uma abordagem inovadora ou a introduo de uma nova metodologia. Idealmente, o editor deve decidir se um manuscrito relevante para a sua publicao com base apenas Agora, o editor aceita o manuscrito para reviso. Nada mudou, excepto a deciso

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41 sobrevivncia . questo de prtica sem me ser pedido, eu tentaria sempre adicionar algumas

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42 tm um grande interesse na aceitao deste artigo. manuscrito. subir relativamente ao resto do campo acadmico, mas o auto-interesse menos uma auditoria estatstica pode revelar tal comportamento.

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43 se acabe com todo o processo de reviso por pares. Sugerem a sua substituio por um sistema online de Os investigadores podem publicar o que quiserem, e o valor de qualquer descoberta particular emergiria com o tempo, valor das descobertas. H enormes buracos nesta lgica. Em primeiro lugar, o volume bruto de publicao ultrapassa a capacidade de qualquer pessoa para segundo lugar, este sistema to aberto manipulao como o actual sistema das errados. Finalmente, este ambiente propcio explorao, e vemos isso na A publicao predatria prospera no mundo editorial da publicao online de acesso aberto, porque o custo real de produo de uma verso em papel do predatrios promovem revistas que publicaro um artigo, online, contra uma publicaro. Isto mina completamente a integridade acadmica, e uma prtica que est a destruir a integridade da publicao online. Enquanto os nossos inquritos descobriram a existncia de vrios problemas mais transparentes. Algumas revistas pedem uma decomposio da percentagem

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44 bastante simples de remover o incentivo aos editores para coagirem revista. que tem sido, e continuar a ser, nossa poltica, evitar prticas de citao coercivas. esmagador dos nossos entrevistados querem ver essas prticas terminadas. A maioria dos investigadores no querem acrescentar pessoas que no merecem se presos num sistema que parece recompensar os indivduos que esto menos

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45 ser bem sucedida. Reitores, presidentes de departamento, editores e agncias imediatos. April 10.

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56] 47 problemas e alternativas Joo Costa necessidade e problemas. O recurso a indicadores de produo, enquanto medida de produtividade e de bolsas, avaliao de curricula avaliao da produo de unidades de pares e evidente que so complementares, no se substituindo e constituindo a vantagem de uns a desvantagem dos outros.

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48 A avaliao que recorre a instrumentos automticos contrasta com a avaliao por pares em todas estas caractersticas. Em primeiro lugar, uma caso das Cincias Sociais e Humanidades, sabido que as bases de dados adequada da publicao na maior parte destes domnios. Nas pginas seguintes, darei conta dos principais problemas das bases de Problemas da bibliometria convencional em cincias de dados bibliomtricas de base comercial na avaliao da produtividade em

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49 Cincias Sociais e Humanidades. Estes problemas podem ser includos nas a. b. c. d. e. Endogamia das bases de dados. Parte destes problemas derivam de uma espcie de mudana de paradigma Com a introduo da avaliao com base em indicadores bibliomtricos, os as Cincias Sociais e Humanidades comearam a ser percebidas como uma rea A rea das Cincias Sociais e Humanidades tem respondido, aumentando imensamente a publicao em revistas indexadas, mas o problema mantm-se, Consideremos alguns dados, a ttulo de exemplo, para podermos avaliar laboratrio nacional de Cincias Sociais e Humanas, que me dispenso de

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50 artigos de revistas com artigos em atas. Destes ttulos, apenas 55 cobertura desta base de dados. Citation ind. No. Articles Total SCI 200 8 107 6 663 82,2 AHCI+SSCI 300 12 683 4 353 34,3 AHCI 150 7 111 3 546 49,9 SSCI 150 5 572 807 14,5 Este mesmo problema de cobertura pode ser atestado pela pesquisa por alguns

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51 Citaes de livros em 2007 (source: Ocorrncias e citaes na WoS V-se, assim, que o instrumento mais usado para avaliao de impacto e como mais produtivos nas suas reas de atuao. incluso de revistas nestes ndices.

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52 Zeitschrift fr Soziologie no est na WoS, uma revista nacional de sociologia, mas a est na WoS, uma revista nacional de cincia poltica. J o est na WoS, uma revista nacional de sociologia, mas o Political Science no est na WoS, uma revista nacional de cincia poltica. instrumento de avaliao. no tm qualquer visibilidade nos indicadores bibliomtricos.

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53 Construo de um modelo alternativo. das bases de dados bibliomtricas de base comercial, tm sido vrios os Em Portugal, est em curso a construo de um indicador de produo Gunnar Sivertsen. Este modelo parte do princpio de que os dados includos A Fundao para a Cincia e Tecnologia constituiu uma equipa para adaptar Isabel Capeloa Gil, Manuel Carmelo Rosa e Cludia Sarrico, apoiada tecnicamente cerca de 6000 revistas e 2000 editoras. e de especialidade. Optou-se por incluir na lista portuguesa todas as revistas 1. 2.

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54 3. 4. 5. 6. 7. 8. Foram mantidas na lista portuguesa revistas indexadas nestas bases, ainda que tivessem sido assinaladas para remoo. a. b. c. Ausncia de prticas editoriais predatrias. portuguesa. da base de dados norueguesa e optou-se por ter em conta nveis de consenso para a promoo ou remoo de revistas. As revistas que esto no primeiro Prev-se que este indicador aumente enormemente a visibilidade da produo em Cincias Sociais e Humanidades. Neste momento, prepara-se um estudo piloto de comparao entre os resultados da produo de unidades medido por

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55 bastante animadores. Por um lado, a cobertura muito maior, dando uma muita que pode ser verdade para algumas reas, mas no igualmente vlido em todas as disciplinas. metodologia nos dados apresentados. A necessidade de eliminar vrias revistas com prticas editoriais predatrias revelou a necessidade de ter um sistema misto, com validao do inqurito por especialistas. crescente deste tipo de indicadores, o que potenciar a sua adoo pelas agncias de avaliao internacionais.

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86] 57 A universidade portuguesa nos o seu espao prprio. et al et al negcio internacional com grande interesse nas oportunidades comerciais e de governamentais e / ou privadas. As primeiras com o intuito de apoiar o desenvolvimento dos seus sistemas de ensino superior e as segundas mais et al rankings de universidades continuam a centrar-se na investigao e, dentro e a

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58 dos rankings que se inscrevem nesta categoria. et al Ranking Agncia Pas Ano 2003 Council 2004 Universities 2007 Leiden Ranking 2008 SCImago Institutions Ranking SCImago Lab 2009 Turquia 2009

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59 Rankings Reino Unido 2010 Ranking* Reino Unido 2010 U-Multirank 2014 Rankings USA 2014 et al i ii iii num grupo restrito de universidades de investigao intensiva, apenas acessveis estes rankings decidiram no integrar mais do que 400-500 universidades nas

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60 et al ., i ii iii apenas surgiro em rankings nacionais. Rankings in Institutional et al Entre os rankings ditos globais poderemos considerar, basicamente, trs i ii iii outros rankings tambm outros indicadores da actividade das universidades, como o caso do Webometrics, que procura avaliar a presena online das IES e estimular o livre dimensional centrado em indicadores que procuram cobrir todas as actividades das IES, englobando, para alm do ensino e da investigao, indicadores como mais importante, a relao com a sociedade, considerada contemporaneamente a terceira misso da universidade.

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61 globais, uma menor ateno s actividades de ensino e da terceira misso. et al o que socialmente relevante nas actividades das IES, ou se se centram na Reuters, ou o Scopus da Elsevier Rankings de reputao O O de todo o mundo.

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62 todo o mundo. O anualmente publica integram 500 universidades de todo o mundo. O ranking Nature e Science neste ranking poder ser ainda maior O e as listas que anualmente publica integram 500 universidades de todo o mundo. avaliados por universitrios de todo o mundo.

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63 Rankings de investigao anualmente publica integram 750 universidades de todo o mundo. Os indicadores O inovao e visibilidade na Web, mas muito centrados em actividades de O integram 500 universidades de todo o mundo. Os indicadores bibliomtricos

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64 O apenas a universidades de elite. Outros rankings O O

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65 sourcing atrs descritos. Ranking Agncia Universidades Indicadores QS World Ranking Quacquarelli 700 universidades de todo o mundo Ensino e investigao Reputao Scopus, Elsevier THE World Rankings Education 400 universidades de todo o mundo Investigao indicadores reputacionais Reuters Academic Ranking Universities 500 universidades de todo o mundo Investigao indicadores ensino dependentes Reuters

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66 Universities Rankings 500 universidades de todo o mundo Investigao Reputao Reuters Ranking de Leiden Science and Studies, Universidade de Leiden 750 universidades de todo o mundo Investigao Reuters Scimago Institutions Ranking Scimago Lab, 5000 do ensino superior, da governamentais e empresas de todo o mundo com actividades de investigao investigao, inovao e visibilidade na Web, mas muito centrados em actividades de investigao Scopus, Elsevier PATSTAT Papers Universities Universidade Nacional de 500 universidades de todo o mundo Investigao Reuters Academic Middle East Ankara, Turquia 2000 universidades de todo o mundo Investigao Reuters Universities Superior de Investigao 12000 IES de todo mundo Actividade na actividade de investigao repositrios Visibilidade

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67 U-Multirank Center Education e Centre Education 1200 IES de todo o mundo Ensino / Investigao de Orientao internacional Envolvimento nas actividades estatsticas nacionais Dados submetidos pelas IES estudantes de patentes. o que tem suscitado, naturalmente, grandes crticas. rankings. E, do mesmo modo, as agncias tm procurado alargar o interesse

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68 resoluo, pelo que a avaliao da conceituao dos rankings passar ainda to rank the rankings , ou interessadas. et al pelas quais as universidades se preocupam com os rankings tem a ver com i ii ranking. Insights for Search universidades suscitam. Assim, o resultado desse exerccio mostra, por exemplo,

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69 de 2011 et al Rankings RISP UG IC IC IC Webometrics IM IM IR QNI QNI mas o ranking no ter ainda sido publicado. em 2014, pelo que no integrou os estudos da EUA e da UG.

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70 e o ranking de Leiden. Ankara. nos rankings, isto que as IES que aparecem nos rankings internacionais tm et al Posio da universidade portuguesa nos rankings A universidade portuguesa tem estado sempre presente nos rankings globais. posio entre as 500 listadas no ARWU.

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71 Shanghai Ranking ( 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 UL 301400 404502 401500 -403510 402503 402501 401500 401500 401500 301400 201300 UP ----403510 402503 402501 401500 301400 301400 301400 301400 UC ----------401500 401500 UTL ---------401500 401500

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72 De igual modo, no QS diminuindo e apenas em 2013 parece ter-se invertido essa tendncia. 2004 Top 200 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 UP 500+ 501600 451500 401450 401450 343 293 UNL 340 277 341 401500 401500 384 401450 401450 353 312 UC 452 266 319 387 366 396 394 385 358 351 UCP 391 338 401500 401500 501600 501550 501550 551600 551600 501550 UL 551600 551600 601650

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73 posio das universidades portuguesas entre as 400 apresentadas. 2010 2011 2012 2013 2014 UL ----351400 UM --351400 351400 351400 UP -301350 351401 351400 -UA -301350 351400 --UC -350400 ---UNL -350400 ---as 250 maiores universidades do mundo. A partir de 2010, altura em que decide listar 500 universidades, seis universidades portuguesas estiveram presentes de universidades em 2014, permitiu manter 6 universidades, mas em posio

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74 2008 2009 2010 2011/12 2013 2014 UM -----379 UNL --398 357 353 404 UP --357 354 391 436 UA --413 315 306 446 UL --397 413 420 507 UC --412 418 426 513 UTL --348 344 368 -O na sua edio SIR Global tem apresentado, portuguesas. 2009 2010 2011 2012 2013 2014 UL 480 548 522 511 485 122 UP 320 311 289 270 242 221 UC 535 562 541 531 487 455 UA 597 551 550 550 524 517 UNL 653 715 690 663 611 586 UM 753 754 744 684 631 600 UTL 306 317 307 294 273 --

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75 presena de universidades portuguesas, de uma em 2007 para cinco em 2014, 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 UL ----480 -411 224 UP 459 375 332 328 320 328 296 279 UC --487 478 433 478 387 368 UM ------494 470 UA -------487 UTL --353 380 381 380 365 -No URAP que, desde 2010, apresenta a lista de 2000 universidades, o 2010 2011 2012 2013 2014 UL 425 414 408 362 125 UP 259 229 218 219 189 UC 377 374 373 345 304 UA 426 406 390 405 400 UM 534 523 486 455 427 UNL 500 478 471 478 429 UAlg 953 933 873 866 897 UTAD 1312 1219 1274 1291 1041

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76 UE 1197 1170 1211 1168 1091 1553 1517 1468 1371 1207 IPL ----1512 UCP 1703 1692 1671 1742 1571 ISCTEIUL 1956 ---1713 IPP ----1841 ISPA ----1944 UTL 583 484 455 436 -IST 635 708 724 848 -UMa 1793 1768 1739 1769 -1917 1894 1818 1860 -UFP 1854 1849 1811 1905 -oscilam claramente entre subidas e descidas de ano para ano. 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 UP 149 214 178 81 93 110 137 UM 267 275 151 290 263 337 228 UC 357 324 333 261 185 269 288 UNL 487 -422 496 327 385 354 UA ----451 -470 UTL 330 323 305 188 184 --UL 434 484 353 380 294 385 -UCP 490 -------

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77 2014 Universidade de Lisboa Universidade do Porto 333 Universidade de Coimbra 430 Universidade de Aveiro das IES que aceitam participar, no apresentando em termos globais uma ordem aceitaram participar, 21 so portuguesas e que na edio de 2014 participaram 24 IES portuguesas entre mais de 1200. Numa apreciao global, em 2005 existiam 2 rankings mundiais, em que 500. Em 2010, nos sete rankings existentes e apenas considerando o top 500, considerando igualmente apenas o top 500, temos 6 universidades portuguesas,

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79 rankings Esta questo remete para o dilema To A resposta depende da estratgia assumida por cada universidade, sabendo-se que se optar por to to rank desenvolver uma metodologia de auto-avaliao, e na posio nos rankings. A universidade poder ainda adotar uma estratgia contexto competitivo e, por outro, alguns dos indicadores dos rankings podem ou menor validade das metodologias usadas por estes em muitos casos independente da vontade das universidades. Por outras palavras, as universidades para a imagem da universidade, enquanto o contrrio promove a imagem institucional e o sentimento de pertena. Dito isto, a realidade mostra que todas as universidades so mais ou menos i ii

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80 rankings nem sempre so os mais adequados. Apesar disto, as IES seguem com a rankings esto a ter impacto sobre os processos de deciso e o comportamento i tm docentes ou investigadores galardoados com prmios internacionais so levadas a convidar scholars ii de bolsas, tornou-se um incentivo constituio de equipas de investigao et al et al i

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81 ii iii Estratgia Os indicadores dos rankings so parte explcita dos acordos sobre Tornaram-se parte de anlises SWOT Gesto rankings bem como o controlo de indicadores relevantes rea acadmica Novos programas acadmicos

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82 Peso Investigao muito citadas os Departamentos departamentos com disciplinas complementares laboratrios, residncias Currculo biocincias relativamente pr-graduada Estudantes Docentes prestgio / altamente citados na investigao / dispense-os do servio docente

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83 Imagem Marketing elevado prestgio redes globais das suas actividades, e de se tornarem mais competitivas a nvel nacional e internacional. Todavia, quando do scores totais, scores

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84 Universities. Acedido 3 de novembro de 2014 com/ CWTS Leiden Ranking. Acedido 2 de maio de 2014 leidenranking.com/ 2013 UNESCO Rankings in institutional strategies EUA Publications 2014. Acedido 10 de outubro de 2014

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85 Report II. EUA Reports on Rankings 2013. Acedido 5 de novembro de 2014 EUA Publications. Acedido 2 de outubro de 2014 rankings/ multirank.eu/ urapcenter .org/2014/ Acedido 28 de novembro de 2014 Universities. Internationalisation NVAO Nederlands-Vlaamse

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108] 87 proposta de um modelo 1 Introduo mais necessrio medir o impacto e a qualidade da investigao e so levantadas do Porto, existem processos estabelecidos de colaborao com os investigadores Porto.

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88 A bibliometria e a cienciometria na avaliao da ARAJO coletivas, grupo de investigao, departamento ou instituio atravs de rankings

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89 estudar uma nova realidade, a para avaliar as pginas bibliomtricos extrados da e considerada essencial CEN Sesso Solene de abertura do ano acadmico 2009-2010 na Faculdade de Letras indicadores bibliomtricos no so possveis de aplicar nas CSH pois nunca existiram nestas reas que tm modalidades e circuitos prprios de correntes das de investigao. Segundo

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90 Artes atravs do estudo de trs unidades acadmicas da Universidade Catlica unidades acadmicas e centros de investigao. e no Porto. No contexto da investigao, a estratgia da UCP consistente com no CRP e, simultaneamente, a primeira a ministrar um curso de Direito no Porto. e que pudessem retratar as CSH e as CEN. Porto, agregando docentes e investigadores de ambos os centros. O CEID uma

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91 para a inovao do modelo tradicional da investigao da rea em Portugal, em equipa numa perspetiva interdisciplinar com dimenso internacional. O conceito de ensino da EA est intimamente ligado investigao, Mtodo de Investigao elaborar uma proposta de critrios de avaliao e respetivos indicadores para um avaliao em vigor e contribuir para uma proposta de um modelo de avaliao aos atualmente aplicados. estudo para perceber porque publicam, como publicam, o que publicam e aplicao de indicadores bibliomtricos.

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92 preparao de um guio. As entrevistas tiveram como alvo os lderes e dirigentes escola. de apoio avaliao interna do CRP, Sistema de Garantia Interna de Qualidade disponibilidade dos participantes, entre os dias 21 e 28 de Fevereiro, e no dia 18 Focus Group. observao nas pginas da Catlica Porto, das escolas e dos centros de disseminao.

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93 a 2013, inclusive. inquritos por entrevista, na sesso de Focus Group, no protocolo de observao Na primeira parte da estrutura das entrevistas, abordada a Comunicao de responsabilidade em assegurar continuamente o bem-estar da sociedade, do construo do currculo e a evoluo da carreira. Do ponto de vista da divulgao,

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94 avaliao bibliomtrica. Apesar de no concordar com um modelo de avaliao e na sesso de com os investigadores das mesmas reas. contm a ligao para o respetivo registo no RI. adequabilidade de aplicao dos indicadores bibliomtricos estudados. Apesar de dados como o ISI ou a

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95 e baseado exclusivamente em indicadores bibliomtricos. Tal como a reviso bibliomtrica. possvel uma avaliao por pares. Assim, o modelo de avaliao da produo

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96 por estes indicadores. Figura 1

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97 Figura 2 Indicadores primrios, secundrios e tercirios

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98 geral, atravs dos indicadores secundrios e tercirios Os critrios a serem Esta relao tem de ser analisada a partir das perspetivas da comunicao Qualidade, Impacto e Comunicao/Divulgao.

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99 a complexidade das reas, particularmente, no caso das Artes. Desde o incio, prprias que se destacam das CSH. Por outro lado, no caso particular do CITAR temos o seu carcter inovador em Portugal pois articula reas distintas como a produo artstica e a cincia e a tecnologia. resultados da investigao e, ainda, que a aplicao de indicadores quantitativos

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100 ISSN 0378-4754. ISSN 0300-5771. Akadmia, 2003. [Consult. 5 Nov 2013]. Course Handouts. Disponvel 84 9704 012 0. ISSN 0024-2594.

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101 . ISSN 0099-0086. ISSN 1532-2890.

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102 Anexos PRODUTIVIDADE Indicadores Quantitativos

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103 PRODUTIVIDADE Indicadores Quantitativos

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104 PRODUTIVIDADE Indicadores Quantitativos

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105 Descrio sumria trabalhos mais relevantes: Anlise de Contedo: Grelha de anlise para reviso por pares Indicadores Qualitativos ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ N de Citaes ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Artigos Livros Eventos Cientficos QUALIDADE ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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106 Descrio do impacto e da relevancia dos trabalhos desenvolvidos: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Relao com a Sociedade, Cultura e Bem-estar IMPACTO Relao com a Economia e Indstria Colaborao Descrio do impacto e da relevancia dos trabalhos desenvolvidos: Colaborao ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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107 Eventos Cientficos Descrio sumria das actividades desenvolvidas: Eventos Cientficos Descrio sumria das actividades desenvolvidas: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ COMUNICAO E DIVULGAO CIENTFICA

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Parte II

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126] 111 Editores predatrios e modelos de Open Access 1 Anabela Gradim modelos de publicao atuais e com os modelos de negcio que os alimentam. avaliar o impacto que as tecnologias digitais tiveram neste modelo clssico, A crise do paradigma clssico de edio O paradigma clssico, em que as editoras publicam repercutindo os custos nos maro e 02 de Abril de 2015, em S. Paulo.

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112 2 Por outro lado, ainda na dcada de 60, Solla Price demonstrou que a cincia A primeira lecture de Little Science, Big Science Se medirmos qualquer exponencial determinar o perodo necessrio para a sua duplicao. Price elas duplicam a cada 10 ou 15 anos.

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113 qualidade, cincia excepcional. Um perodo de duplicao de 15 anos estendido Naturalmente, todo o crescimento exponencial tem a dada altura de parar, pois A concluso de Price que eventualmente, todo o crescimento exponencial d lugar a uma curva logstica, que limitada por uma base e um tecto. A violentas, quer um passo em direco a nova escalada. Price acredita que o presente estado de Big Science precisamente o estado em que a curva vai dar negcio predatrio. Este ambiente criou oportunidades que surgem tambm e intrnsecos prpria academia, nomeadamente a presso crescente para a Parasitando o Open Access

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114 assim que as polticas da Comisso Europeia 3 publicao em Open Access, incitando-a nomeadamente no caso dos 4 enquando nos Estados Unidos a se tornem um ano aps a sua publicao. 5 O Open Acess um movimento que surgiu a partir das novas tecnologias de tradicional, incorporando aqui uma componente poltica. A expresso designa copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou linkar para os textos integrais desses neste domnio deveria ser dar aos autores controlo sobre a integridade

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115 Gratis OA Libre OA Green OA Gold OA aos leitores, que criou a oportunidade de negcio do editor predatrio tpico. Modelos de negcio do editor predatrio Os vrios esquemas a operar no mercado parasitam o e tm em do ponto de vista da rentabilidade. J a apresentao, e o modo de operar, pode Uma das modalidades mais gravosa, e tambm a mais recente, o rapto hijacking

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116 em 2011 a publicar uma short list de editores com prticas aparentemente Bealls List 6 contava 693. Nas revistas crescimento. o blog, por

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117 com 26 com 30 vtimas, entre as quais um Trata-se de um problema muito srio, que devido ao carcter transnacional um modelo com que

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118 dos pases em desenvolvimento, onde os oramentos das bibliotecas, mesmo em Explicitados os modelos de negcio que alimentam o as suas consequncias para a cincia, a academia, e os investigadores que por constituir srios sinais de alerta de que se poder estar perante um editor predatrio. verdade que nem todos os autores que publicam em revistas deste e Articles ao estilo da Uma revista acadmica sria por norma no adopta esse tipo de abordagem, porque no precisa. icautos.

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119 de inexistente. 7

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120 Unidos mas editores e autores tm uma origem obviamente diversa? A morada 8 suspeio acessvel, quando no... muito suspeito num editor Open Access, certo? emergentes? ticos, esclarecimento sobre o e se existem custos associados? No submeter qualquer documento. Abundam na net envio posterior da conta a pagar correspondente. Finalmente, bom notar que est para nascer o editor ou revista predatria que

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121 Consequncias da edio predatria Pelo crescimento sustentado e pelo seu carcter transnacional a edio predatria, impactos negativos na cincia e no modelo de Open Access. disciplinas. Outra consequncia negativa da edio predatria o contributo para junk science gerados automaticamente pelo SciGen, 8 um programa de construo de artigos Matemtica e Fsica. O hoax um no submeteu o mesmo artigo

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122 acesso 9 A presente crise da edio predatria torna ainda mais necessria uma Outras estratgias adaptativas contam com a citao coerciva, ou a autoria vm crescendo nas bases de dados WoS e As grandes editoras internacionais esto tambm a aderir ao modelo, incluindo AA.VV 2013, AA.VV dcadas a comunidade vem experienciando a sua quota parte de experincias disruptivas.

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123 7015/10/73 Carrada, Giovanni, 2006, 92-79-01947-3

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124 cartel/ Science col. Comunicao, Minerva Coimbra, pp. 61-83. Centro de Estudos de Comunicao e Sociedade, Foundation, Ireland.

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125 Solla Price, Derek J., 1963, Little Science, Big Science Suber, Peter, science.1212540

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134] 127 OpenAIRE e comunicao da para a investigao na Europa Pedro Prncipe A expanso do Acesso Aberto e os requisitos dos disponvel para todos os que querem e podem usar, aplicar e construir sobre 1 essencial para o crescimento da investigao no espao europeu. Neste contexto,

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128 2 lanado e a sua preservao 3 onde a CE recomendou o desenvolvimento de polticas das suas prprias polticas, coordenadas a nvel nacional e Europeu. 4 complementado pelas 5 estabelecem que cada Fundao para a Cincia e Tecnologia adotou em maio de 2014 as polticas

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129 6 A poltica de obrigatoriedade de repositrio da rede RCAAP em acesso aberto to cedo quanto possvel, e sendo 7 resultante administradores de repositrios e comunicadores de cincia. O OpenAIRE ser

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130 proporcionando um amplo sistema europeu de Helpdesk, baseado numa rede distribuda de pontos de contacto nacionais e regionais em 27 pases da Unio ampliada e a rede de pases passou de 27 para 32 pontos de contacto nacionais, e consequentemente a rede de repositrios e servios, estando em curso o processo da Unio Europeia. API OpenAIRE. variado de repositrios institucionais ou disciplinares, portais nacionais ou agregadores e revistas eletrnicas da Europa. Aberto de repositrios no-europeus. parceiro do OpenAIRE.

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131 OpenAIRE. Servios para apoiar a comunicao e a Cincia Aberta na Europa 8

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132 internacional com redes de repositrios similares. da poltica de Acesso Aberto da FCT

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133 Combinando o potencial da rede OpenAIRE, quer da rede de repositrios, os necessrios estudos e procedimentos no sentido de se estabelecer como uma Aberto em Portugal, com a coordenao dos Secretariados Nacionais nos pases os SDUM assumem ainda a responsabilidade de coordenao da rea de servios

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148] 135 Eu sei que tu sabes que eu publicao em cincia Joo Fernando Ferreira Gonalves Introduo evoluo constante a um ritmo quase viral, acessvel velocidade eltrica dos impulsos neurais.

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136 De entre todos estes mecanismos, uns mais recentes e desenvolvidos que outros, aplicao nas cincias duras e nas cincias sociais e a sua propenso para Impactos e Sinais como o principal indicador do valor de um produto acadmico. Neste contexto, pode ser adotado para avaliar criticamente os ndices 1 de impacto. de prever se o resultado do nosso investimento ser positivo ou negativo. Esta controlo.

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137 pertence a um tipo t e tem sua disposio uma srie de mensagens, ou 1 m 2 m 3 , m 1 a 2 a 3 , a k desta interao depende do tipo do emissor, da mensagem enviada e da ao do o recetor conseguir avaliar o tipo do emissor com base na mensagem enviada. mercado que, sobretudo nas Cincias Sociais, estava ainda muito centrado nas 2 mensagens que os emissores enviam para revelar o seu tipo aos recetores. Um

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138 implica um determinado custo para o indivduo, que no apenas um custo monetrio em termos de propinas e material escolar, mas um investimento em implica o mesmo custo para todos os participantes, impossvel distinguir os bons docentes dos maus docentes tendo por base este sinal. Todos os candidatos indicador da sua competncia acadmica ou da sua aptido para a docncia. Para publicar um livro do que os maus acadmicos. Os sinais tradicionais A nossa primeira questo exige uma breve anlise do direito de entrada e da ascenso acadmica segundo mecanismos tradicionais. Em primeiro lugar os prprios agentes da cincia que determinam a estrutura do campo que os acadmico determinado pelos seus pares.

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139 direta pelos pares ao especialista. o tipo do emissor Este equilbrio atinge-se quando existe uma correlao negativa aquilo que necessrio desenvolver um mecanismo que consiga garantir que menor A resposta para encontrar este equilbrio pode estar nos ndices de citao. A aplicao de ndices de citao para a cincia e as bases para a publicao.

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140 o acadmico. No entanto, como veremos, a implementao prtica deste 3 Science 4 em que este enviesamento no apenas lingustico, mas tambm temtico, emissores todos os elementos da academia universal, os ndices de citao no O segundo enviesamento deste sistema de indexao prende-se com a sua na citao assenta num pressuposto de interdependncia, o estabelecimento de

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141 distorcido pelos emissores. A criao de cartis de citao e o enviesamento dos excelncia. no condiciona necessariamente o rigor acadmico de um texto. Assim, este tipo Procurmos expor, at agora, a nossa interpretao dos ndices de citao implementao de ndices de citao e a concentrao temtica. o eixo das ordenadas apresenta a recompensa mdia para o tema investido. A ttulo de exemplo, consideraremos uma sociedade em que a obteno de alimento se baseia sobretudo na caa. Para esta sociedade, os temas mais populares e relevantes so aqueles que tm uma relao direta com a prtica da atividade

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142 Consideremos, ento, o primeiro estado de desenvolvimento da academia. Neste estado, a investigao enquanto atividade comea a dar os primeiros passos de investigao. Assim, um acadmico em incio de carreira na nossa sociedade de caadores ser sensato em dedicar-se ao estudo das tcnicas, prticas e rituais capital simblico.

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143 O modelo apresentado acima pode ser aplicado aos primeiros momentos do desenvolvimento da academia, mas depressa se torna obsoleto pela introduo 5 Avanada em Assuntos de Caa, que tem uma vasta equipa de especialistas a explorar os vrios ramos do estudo da caa. Assim, para o nosso potencial de se destacar no estudo da caa. de popularidade. Esta constatao decorre da suposio de que, quanto mais ao estudo da agricultura, um tema pouco explorado na sociedade de caadores, caa. do grupo.

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144 de especialistas dedicados ao tema que, sendo inversamente proporcional 1 0 1 na passagem de uma equao de 1 grau para uma equao de 2 grau. Em pensar no retorno direto da opo temtica, mas o cientista deve considerar de investigao.

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145 na popularidade dos temas. Sempre tendo por base o pressuposto de que os temas mais populares so aqueles que tm mais especialistas, um emissor que do nosso cientista deve voltar a aproximar-se dos assuntos da caa. neste sistema a um incremento de capital simblico. 3 0 1

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146 acadmica, a produo no pode pensar apenas na popularidade dos temas, mas deve considerar a concorrncia existente entre os investigadores. Assim deixa de ser rentvel perseguir apenas os temas populares, devido elevada competio, e a inovao e alargamento temticos comeam a ser uma estratgia mais vivel. Com o aparecimento dos ndices de citao, a equao que descreve a relao entre a distribuio temtica e a utilidade atinge o terceiro grau. Nesta nova realidade do mapeamento absoluto, no basta pensar em quais os temas populares, em como que a concorrncia persegue os temas populares, mas panorama global. O novo cientista age com a conscincia de que os seus pares adverso inovao. a construo de um produto acadmico implica sempre um investimento e,

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147 The Social Construction of Reality: A 1178-1179. Hall. 63. Nature,

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148 The Quarterly Journal of The Logic of Strategy perspectives 301-335.

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154] 149 Cincia e tcnica vitivincola Introduo O INIAV Dois Portos o Plo do INIAV dedicado investigao na rea Centro Litoral em 1931, com uma vasta lista de competncias, nomeadamente a este organismo esteve integrado no Centro Nacional de Estudos Vitivincolas, Recentemente a EVN deu origem ao INIAV Dois Portos. editada pelo ento Centro Nacional de Estudos Vitivincolas. Esta revista, com publicada, sem periocidade at 1982.

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150 A Cincia e Tcnica Vitivincola. A revista Cincia e Tcnica Vitivincola, criada em 1982, sucedeu De Vinea et Vino Portugaliae Documenta. Esta revista, no seriada, editada pela ento A evoluo da CTV ocorreu em 1994, altura em que se destaca a criao da Comisso de Leitura a ter um carter internacional. Com esta reestruturao a CTV passou a ter como DIALNET e SciELO. Em 2007 ocorreu a segunda grande reestruturao da Cincia e Tcnica reas temticas Viticultura, Enologia e Economia vitivincola. Atualmente a Comisso de Leitura Internacional composta por cerca de 60 membros de A partir desta data

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151 artigos estrangeiros. Figura 1 Percentagem de artigos publicados por pas de origem no perodo de 2010 a 2014. contribuindo consideravelmente para o prestgio desta revista. Importa ainda

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152 Ano Total de Fator de impacto Fator de impacto sem Fator de impacto 2014 38 0,368 0,368 0,340 2013 69 0,100 0,100 0,529 2012 41 0,278 0,166 0,479 2011 36 0,263 0,157 2010 48 0,636 0,318 2009 39 0,300 0,200 publications.edpsciences.org/ Principais ameaas patrocinadores e, em particular a ausncia de apoio por parte da Fundao para

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153 Sendo esta revista dedicada a apenas um setor do ramo agroalimentar, sendo impedir esta situao.

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Teorias, mtodos e Parte III

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176] 157 Investigao em, sobre e atravs da aspectos epistemolgicos e de validao 1 Francisco Paiva Publicao imbricada relao entre a Arte e a Cincia destaca-se precisamente a edio dos primeiros livros ilustrados.

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158 Robert Fludd, Oculus imaginiotinis, Ars Memoria, 1629 cdice, ou da sua primeira edio em Florena, em 1486, por Giovanni Sulpicio repercusso artstica. Alberti, Leonardo, Serlio, Francesco di Giorgio, Palladio, Corporis Fabrica Libri Septem, de 1543.

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160 Este livro operou uma verdadeira revoluo que contrariou a tradio Vesalio de Calcar contriburam assim para o avano das cincias mdicas, que passaram a atender mais em particular aos mtodos observacionais. Apenas com estes dois exemplos se percebe como a publicao contribuiu muito para a evoluo das pela ento denominada Arte Negra e assim com o desenvolvimento das sensvel da leitura, potenciando a procura de uma emoo mais imediata que a obtida atravs do texto, promovendo um relacionamento entre a mensagem As matemticas, por exemplo, progrediram medida que se tornaram mais

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162 Muitas obras de arte dirigem-se precisamente a esta usura sensorial do inteligncia a compar-los entre si, a reuni-los ou separ-los e deste modo vm acertar contas com a Teoria Crtica desenvolvida at Habermas, aludindo

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163 precisamente actividade criativa. Investigao e Prtica da Arte Mais que a mediao entre o indivduo e o mundo, Palasmaa absolutas. a velocidade e a cadncia ditadas pelo ritmo dos clicks e do scroll que ditam

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164 crtica, e a pertinncia no vai alm do bom ou mau gosto, da aura com que tais A circularidade na interaco prtica / contemplao uma espcie de precisa da observao, de um certo nvel de destruio, de ter presente a durao, discurso terico requer, pois, alm da discusso multidireccional que a crtica sobre uma variedade de perspectivas sociais, econmicas, polticas, culturais, sentido esttico, sensvel, visual, icnico ou imagtico. Importa, pois, saber se

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165 No obstante, a incluso das antigas academias no seio da Universidade operou Pevsner mensurveis e avaliveis, processo em tudo anlogos ao que sucede nas cincias. Mas a Obra de Arte pode no ser resultado de investigao em arte, no uma muito diversos, tangveis ou intangveis, desde obras de arte com existncia muito menos artstica, nem a composio dos paineis de avaliao tem tido uma

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166 Medir o impacto da criao distinto de medir o impacto potencial do contribudo para ultrapasssar essa resistncia. Cincia da Arte decadncia cultural da sociedade em parte motivada pelo irresponsvel declnio docente.

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168 resultado correcto, a Arte por seu turno inclemente com a mediocridade. artistas pelo mtodo resulte no apenas da lgica do discurso mas dos e nesse aspecto a questo menos problemtca para as cincias da arte que Investigao em arte, que vive na ambiguidade com a investigao artstica, na arquitectura? Margarida Calado relembra bem a aproximao da pintura da

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169 aclarar esta implicao, propomos isolar diversas nuances da discusso sobre a 1. Saber se a arte se equipara cincia ou s actividades liberais. Questo central da tratadstica moderna, em Alberti, Leonardo mas tambm Francisco Os instrumentos tericos de que dispomos nem sempre lidam bem com a como lidar com a obrigao de indexar o saber particular ao universal? como a investigao se erigem como tbua de salvao. No obstante, a uma prioridade. evidente que cada plano de estudos que se implanta

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170 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. A experimentao criativa que muitos artistas apresentam como investigao ser outra coisa. O mesmo se passa com o procedimento mimtico e analgico, capacidade de captar as estruturas ou tipologias e de interpretar aquilo que se observa. Tal acepo levaria a estabelecer que o artista-autor-investigador A arte amplia o mundo. Alm do valor autoral, cria a sua prpria necessidade,

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171 que da experincia e anlise das obras. Ora, destacar a Investigao artstica a. b. c. d. e. sobre arte, a de criador e a de criador que investiga. A investigao pode em alternativa ou complementarmente ser entendida considerada uma actividade epistmica essencial. on HDR print on cotton paper, 108 x175cm.

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172 Homem unidimensional Embora a crtica no escape manipulao meditica da realidade, pensar as artes a partir da crtica pode, a meu ver, superar o estado de paralisia que teoria da investigao tem que analisar as capacidades que se usam e as que actividade. Tal alternativa requer compromisso e anlise crtica, tendo em vista o

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173 actividade passvel de medio. O paralelismo supra entre a Arte e o domnio da transcendncia numa dada domnio de sublimao, ser de certo modo irreconcilivel com o princpio de dialctica que decorre da contradio emprica entre a lgica da realidade e a do prpria actividade artstica.

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174 estatuto. que outros o substituam. Alm da criao, propriamente dita, os artistas ocupamnativos digitais. domnios, designadamente atravs das suas polticas editoriais, que podem criada em 1969 e agora com presena atravs da Leonardo Electronic Almanac. pensamento criativo e a iniciativa para o novo em nossas universidades

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175 esta que, ao invs de procurar libertar-se da lei, estabelecendo as suas prprias das estratgias de manipulao que contribuem para perpetuar a mediocridade como regra, um modelo de complacncia que acentua a degradao do sistema

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176 2012. Ur. com/21808540

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202] 177 na comunicao da cincia Introduo ato suasrio de comunicao oral que surge no domnio estabelecido pela Arte retrica constituem um logos suasria.

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178 de pensamento deixando visvel sua estruturao aberta aos experimentos da um ambiente propcio experimentao. que impulsionou a comunicao impressa da cincia para alm dos recursos ilustrativos que consagraram sua constituio escrita. cincia na composio escrita que os meios impressos no se cansam de inventar lato Ao assumir o compromisso

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179 num universo de discursos culturais que no circulam necessariamente no cotidiano da vida social. a revista Pesquisa FAPESP Pesquisa FAPESP explorao da prosa ensastica. Pesquisa FAPESP abrangente da qual selecionamos para esse artigo o processo de argumentao

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180 Pesquisa FAPESP

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181 Pesquisa FAPESP Experimenta-se, sobretudo, no exerccio da metalinguagem que coloca em as imagens de microscpios, telescpicos, satlites e de computadores usados em compreender a ocorrncia de linguagem em sistemas que no se servem dos a criar linguagem. Pesquisa FAPESP atividade relacional do raciocnio.

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182 Pesquisa FAPESP n 117, novembro de 2005. 1

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183 programas digitais para atender a propsitos conceituais e no meramente ilustrativos, caso das imagens que se seguem. Pesquisa FAPESP n 121, maro de 2006 Pesquisa FAPESP

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184 composio das pginas. Pesquisa FAPESP

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185 No apenas as imagens microscpicas mas tambm as imagens digitais do as pesquisas a respeito do mal de Parkinson. Pesquisa FAPESP colocam os temas das pesquisas nos seus ambientes naturais, biolgicos, Na teoria geral dos signos, o cone corresponde classe de signos que opera

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186 insight exigidos para o raciocinar Um diagrama antes de mais nada, um cone e Contudo, quando se destaca do cone sua capacidade de elaborao da sntese, o ...os conceitos da cincia no so unicamente verbais, ainda que eles

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187 discretos de sua constituio. O texto que se segue pode ser examinado como exemplar na construo Pesquisa FAPESP n 64, maio de 2001, p. 28-9. 2 nucleo-atomico/

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188 Pesquisa FAPESP prtons e nutrons imveis como se colados uns aos outros. A realidade no movimentos, como se constitui at aquele momento o entendimento a respeito da lugar ou ponto de partida para a anlise dos argumentos. A impreciso da composio Do ponto de vista semitico, a pgina assim construda cria um ambiente

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189 pesquisa sobre o tema. A argumentao assim concebida segue, no a da palavra, mas indecomponveis. A possibilidade interpretativa que, num primeiro momento, que assumem o controle da representao. Quando nos reportamos no do argumento. neste

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190 Pesquisa FAPESP n 64, maio de 2001, p. 30-1. anlise no com base em resultados, mas sim orientando a interpretao e anlise examina na sequncia.

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191 se orienta pelos conceitos logicamente construdos. Este, baseado em premissas signo do rigor dos postulados. de similaridade entre qualidades. Pesquisa FAPESP como o que se de crebro noo de caixa preta, de um arquivo misterioso de registros.

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192 Pesquisa FAPESP, n 98, abril de 2004. 3

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193 conceituais que exprimem raciocnios por meio de analogias no se aplicam em suas anlises sobre a linguagem da cincia do ponto de vista da elaborao

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194 e a capacidade de gerao de sentido do signo assim convencionado. Para publicitrio sobre onde o smio carrega um computador gigante e, no longo do tempo penetrou em nosso lxico por intermdio de Herbert Spencer,

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195 assim, alternativas no previstas na teoria, mas, nem por isso, incompatveis da cincia no se constri apenas com procedimentos de preciso, mas com da linguagem da teoria como tambm para a vida ulterior da cincia. Atravs de modo a ontrolar a propenso de organismos a desenvolvimento de doenas,

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196 Pesquisa FAPESP n 175, setembro de 2010, p. 64. 4

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197 improvisa, publicado na revista Pesquisa FAPESP em 2007. Trata-se de uma pesquisa sobre o nem como seu ator, mas como proposta artstica de participao poltica atravs da improvisao.

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198 Pesquisa FAPESP 5 O ensaio verbal divide o espao com uma galeria de imagens que se reportam da tese sobre o como possibilidade interpretativa. Aqui o mundo cognitivo e epistemolgico dancar-improvisa/

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199 est isolado. A preocupao em apresentar os processos sem descrever estados Vemos nascer um ponto de vista epistemolgico que desenvolve um outro e axiomas. retrica demanda aprimoramento. preciso considerar como tal retoricidade se elocutio e raciocnios em diagramas de pensamento a partir dos quais os argumentos de comunicao de pesquisas avanadas como tambm campo de exerccio

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200 de experimentao da capacidade metalingustica dos signos que entram na composio de sua linguagem. Pesquisa FAPESP para o estudo da comunicao da cincia naquilo que ela desenvolve de mais Se o conceito da ordem do logos Pesquisa FAPESP n. 64, p. 28-9.

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201 vol. 25, n. 89.

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240] 203 sociais da cincia e tecnologia e as cincias da comunicao? 1 Introduo 2 neste contexto geral.

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204 reas dos Estudos de Cincia e Tecnologia, Antropologia, Comunicao e Novos lado, visa explorar o papel das tecnologias digitais e dos meios de comunicao em ligar estas duas componentes de investigao atravs do desenvolvimento de algumas ideias sobre o modo como os mtodos digitais poderiam apoiar ou 3 decorreu em Coimbra no Outono de 2014 e contou com a participao de trs membros da equipa de investigao baseada no Mdialab. O org/432

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205 Este artigo representa uma tentativa preliminar de aplicar algumas das da investigao da rea emergente da investigao social digital, bem como investigao. Metodologia associados a contributos novos, apenas inclumos os artigos na pesquisa. O lista inicial mais alargada analisando os resultados de cada um dos termos de pesquisa da lista inicial e decidindo depois quais os termos a manter e a retirar cruciais para a investigao social digital devolveram 203 elementos, mas rapidamente nos apercebemos de que a maior retirar estes termos.

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206 4 5 6 7 Venturini et al. digitais para as cincias sociais, surge um problema tpico de regresso do

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207 ultrapassar esta situao, Venturini et al. digital e uma anlise da literatura mais tradicional, enriquecida pelos nossos nossa anlise de redes visuais baseamo-nos no enquadramento experimental de Venturini et al. clusters Resultados da anlise digital Anlise com o Sciencescape

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208 Figura 1 Artigos na rea dos estudos digitais por ano

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210 emergncia de anlise das possibilidades criadas pelas redes sociais e o grande volume de

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211 como , , & Politics digitais esto a ter um impacto mais amplo que ultrapassa o desenvolvimento inicial de metodologias de pendor mais tcnico, tendo-se ultimamente centrado

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212 estes artigos que citam aquele grupo obedecem, em grande medida, ao mesmo

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213 revelando que os dados das redes sociais so um dos principais sinais de uma restrita dos mtodos digitais, tal como enquadrados nos estudos de cincia e impacto atravs de citao. que encontra inspirao intelectual nos mtodos digitais e que vai para alm

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214 dos mtodos digitais.

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215 investigao mais ampla e estabelecida do que a dos mtodos digitais. No similares na lista principal.

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216 A anlise destes dados mostra que a rea dos mtodos digitais uma rea

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217 8 9 e que tem em conta apenas autores Atlas 2, que obedece ao princpio de que ns ligados se atraem mutuamente e et al. palavras, dois ns so prximos se estiverem diretamente ligados ao mesmo et al. O clculo da modularidade 10

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218 clusters tambm aquele que mostra uma maior coeso interna, apresenta-se como Jos Luis Ortega particularmente centrais, no apenas localmente mas tambm cluster tais como anlise de redes

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219 relevantes do cluster cluster Webometria Um segundo cluster clusters cluster do grupo Scimago, associado no mapa a diversos co-autores e tambm

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220 cluster secundrio estabelece uma ponte entre o cluster cluster cluster Um terceiro cluster cluster mais disperso, em comparao com cincias sociais computacionais como metodologia, destacam-se como outras cluster cluster

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221 cluster Grande volume de dados Redes sociais cluster em rede numa posio central dominado por revistas da rea Cincias clusters desligados do cluster central. Se nos concentrarmos no cluster de acordo com as medidas de grau de entrada e grau de sada 11 termos de autores, encontrarmos neste cluster central os principais autores dos clusters

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222 e dominam o cluster com um papel computao e outras, tais como , e IEEE Transactions on

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223 cluster clusters cluster

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224 Discusso 1. Cincias da Comunicao. 2. Observa-se um cluster em torno de outras metodologias de estudo da cluster mais estruturado, contendo os cluster 3. A expresso big data est no centro de um dos principais clusters atraindo abordagens, temas e dispositivos mais ou menos ligados ao mundo das cincias da comunicao. Apesar de mtodos digitais surgir ligado a vrios componentes do cluster big data, no est diretamente ligado a este podemos relacionar explicitamente com os Mtodos Digitais? de centros de investigao e investigadores. Em menos de uma dcada, surgiram 12

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225 Amesterdo. O grupo de investigadores na rea dos novos meios de comunicao, desde 1999, comeando com o Net Locator e, mais tarde, desenvolvendo o Issue de investigao de Novos Meios de Comunicao Social na rea das Cincias da Um segundo tem colaborado intensamente com Latour e liderado as atividades de investigao do centro. Juntando uma equipa multidisciplinar constituda por cientistas de controvrsias, sobre controvrsias socio-tcnicas desenvolvido no Centro de Sociologia da online Do ponto de vista do design, outro centro de investigao dedicado aos

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226 parceria com o Mdialab atravs de alguns investigadores associados a ambos os alicerces cognitivos. Unido, pode ser considerado um quarto em particular o Centre for the Ao explorarmos a produo dos investigadores associados a estes centros, investigao sendo a rede usada em termos mais conceptuais do que concretos

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227 outras abordagens metodolgicas ao estudo da Web que encontrmos no cluster novos tipos de descrio da vida social. Segundo Latour, a integrao social da tangvel enquanto ligao material em rede 13 et al. nveis distintos o micro e o macro, os indivduos e os agregados? De acordo eliminar ambas as extremidades do que muitas teorias sociais consideram as 14 A comunidade de investigao em torno do Mdialab, em particular, parece conceber os mtodos digitais

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228 agora], medida que as tecnologias digitais se expandem, comea a tornar-se 15 Habitualmente, as controvrsias so estudadas quando se tornam visveis na possibilitar o seguimento do seu processo de construo, descontruo e privilegiado para experimentar o potencial dos mtodos digitais para as cincias sociais. a cri-la de novo 16

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229 tanto os mtodos das cincias sociais, como as suas prprias premissas. Uma a este respeito merecem ser analisadas. Os autores sugerem que em relao aos dispositivos digitais, ento necessitamos de e de tcnicas convencionais das cincias sociais, tais como a amostragem e a 17 particular da sociologia digital que aqui analisamos e que, segundo Marres, no 18 tratar a investigao social digital como um processo aberto de redistribuio social. Nesta perspetiva, em que os mtodos digitais so modelados pelo social e, simultaneamente, constroem o social, as tcnicas da investigao digital

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230 tais como o Esta perspetiva ecoa a abordagem proposta por Rogers, autor do principal livro epistemolgicas dos dispositivos dominantes na Web, aproveitando-as para para a tags Em claro contraste com a abordagem da transposio dos mtodos estudo da cultura online 19 cientistas sociais comearam a questionar as abordagens dominantes no estudo da Web. De modo a questionar a diviso entre o virtual e o real, os investigadores online atravs do tal como internet como o estudo das culturas online internet internet

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231 A internet empregue como local de investigao para muito mais do que a mera cultura online A questo deixa de ser quanto a sociedade e a cultura esto por via da internet internet 20 investigao relacionada com a internet so exemplos, segundo o autor, de Ao mesmo tempo, Rogers e outros investigadores da comunidade de Mtodos Digitais, salientaram a distino entre mtodos digitais e outras abordagens que se baseiam em grandes bases de dados, e particularmente no que De certo modo, pode-se considerar os Mtodos Digitais como uma agenda de investigao emergente que procura um modo alternativo de investigao social na era do revista 21

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232 os e a digital 22 pelos dados, os mtodos digitais preocupam-se mais em dados e dispositivos online Apesar de esta abordagem no salientar a da comunicao de cincia O movimento no sentido da investigao social et al. 23 como um dispositivo argumentativo, como storytelling

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233 24 apresentando resultados mas sim como uma parte integrante das prticas de investigao de base digital, em que os vestgios digitais criados atravs de prticas de comunicao participam no processo de compreenso da insero Concluso sua legibilidade. Por outras palavras, ser que os vestgios digitais da rea dos das redes sociais na produo de vestgios digitais levou-nos assim a questionar O estudo desenvolveu-se assim atravs de uma anlise inicial de uma bibliomtricos mostra que a rea dos Mtodos Digitais, numa verso mais

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234 mais alargada, mas de menor dinamismo em anos recentes. clusters e redes sociais como principais mtodos digitais com os clusters , associando-os ainda com temas clssicos das cincias sociais bem como com relevantes entre redes sociais, e a sua anlise nas Cincias da Comunicao, e STS. principais autores e centros de investigao, desenvolvida na seco subsequente, de Latour, Venturini, Rogers, Marres e colegas sugere que os mtodos digitais mtodos e a oposio entre o virtual e o digital. Neste sentido, a nossa prpria apresentar a realidade de uma rea de investigao ainda emergente, mas antes

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235 digital. No so apenas as Cincias da Comunicao e os STS que se podem at 1983. Program, 2010. Press, 2010. 2013. 2014.

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236 International Journal of 5, 2011, 796-810. British Journal of Sociology 139-165. 8, 2003. A sian Journal of Social Science, 66, 2002, 339-353.

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237 Theory & Culture & Society , Cap Digital, 2010. Society 273.

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238 at 1983. Program, 2010. Press, 2010. 2013. 2014. International Journal of 5, 2011, 796-810. British Journal of Sociology

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239 139-165. 8, 2003. A sian Journal of Social Science, 66, 2002, 339-353. Theory & Culture & Society

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240 Cap Digital, 2010. Society 19.3, 2010, 258273.

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252] 241 A necessidade de uma matemtica na imprensa Introduo dois primeiros usos da matemtica na imprensa no so to comuns como o 1

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242 s notcias de diversos assuntos, desde a economia, poltica ou sociedade. O estudo Entre eles esto Allen Paulos, que escreveu

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243 e Erros o importante para compreender a notcia. o na matemtica, tal como estatstica ou lgica. N e . Usando esta exibiam enganosos.

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244 Na presente investigao recorreu-se a uma abordagem quantitativa para 2 o, Manh e Sol , e Sol e e Sol s pertencem a semanrios. 3 , e lgicos e os resultados mostraram

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245 conceitos estatsticos ou omisso de conceitos necessrios para compreender raciocnio. Resultados seman rios rios tm vel para e e Sol Negcios no

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246 usada na imprensa como um Jornais dirios Jornais semanrios JN CM Total Expresso Sol Total notcias com erros 39 108 101 248 91 39 130 Notcias com erros 17,9* 45,4 35,3 33,4** 35,8 35,1 35,6*** O a incidncia de erros no quase duplica essa percentagem e no Correio matemtico. rios a percentagem de notcias com erros muito e Sol tm erros matemticos. Esta uma percentagem elevada quando comparada com Correio

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247 e Sol a percentagem de erros de Jornais dirios Jornais semanrios JN CM Total Expresso Sol Total Notcias com erros 21 39 34 94 38 12 50 Notcias com erros 20 95 71 186 60 30 90 Relativamente matemtico, os dados mostram que os erros estatsticos so os mais comuns mais predominantes em semanrios.

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248 Jornais dirios Jornais semanrios JN CM Total Expresso Sol Total Notcias com erros estatsticos* 15 85 37 137 24 25 49 Notcias com 11 28 28 67 10 4 14 Notcias com erros numricos* 15 19 42 76 62 15 77 Notcias com erros lgicos* 0 1 1 2 0 0 0 o, comuns no Sol o predominantemente estatsticos

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249 e tcnico ou matemtico dos importante realar que isto no verdade no caso do so principalmente devido omisso que oposto acontece nos semanrios. Em ambos os semanrios, os erros numricos No e no

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250 necessrios mais estudos para compreender em que medida que cada uma Errors. 375-386. The Tiger That Isnt: Seeing Through a

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251 Science in Society 7-24. Press.

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252 Learning of Poynter.org.

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258] 253 Notas sobre os autores Jeffrey Beall publicao open-access, tica de publicao e condutas imprprias por parte de autores. Allen Wilhite doutorado em Economia pela Universidade do Illinois, e os seus interesses de Joo Costa Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Ocupa, atualmente, o cargo de Tecnologia. Licenciou-se em Lingustica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Concluiu o seu doutoramento em Lingustica, na Universidade de

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254 tem desenvolvido investigao sobre a aquisio da linguagem pelas crianas Publicou 13 livros e mais de oitenta artigos de investigao em revistas e livros em congressos nacionais e internacionais. e Holanda. Foi, tambm, presidente da Associao Europeia de Estudantes de Lingustica Universidade Catlica Portuguesa, Centro Regional do Porto. As suas principais Antnio Marques Antnio Marques doutorado em Cincias do Desporto e docente na Faculdade Universidade do Porto entre 2006 e 2014, membro da Direo da IAU

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255 1999 a 2002. Em 1984 iniciou a sua carreira acadmica na FEUP, tendo obtido o grau de com as de Pr-Reitor da Universidade do Porto, cargo que exerceu desde Paula Romo Pechincha da U.Porto. A dimenso comunicacional da semitica de Peirce. Presentemente, ensina autora de trs livros, e diversos artigos e captulos de livros. Os seus interesses de investigao prendem-se com o Jornalismo, a Comunicao de Cincia, a

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256 Licenciado em Novas Tecnologias da Comunicao pela Universidade de Aveiro momento para o doutoramento na mesma rea. Dedica-se sobretudo aos temas da participao nos media e democracia, tendo desenvolvido um grande interesse Silvestre Investigador Auxiliar do Instituto Nacional de Investigao Agrria e

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257 Universidad del Pais Vasco. Investigador do LabCom.IFP, autor de diversos em Design e Artes e do PPG em Meios e Processos Audiovisuais da USP Pesquisadora do CNPq onde desenvolve pesquisa no campo da Teoria da Comunicao e Semitica da Cultura. Orienta pesquisas de mestrado e doutorado e supervisiona pesquisas de ps-doutoramento. Chiara Carrozza Universidade de Coimbra. A sua investigao est situada na interseco entre a digitais nas prticas acadmicas, tanto em termos tericos e metodolgicos. Tiago Santos Pereira Tiago Santos Pereira Investigador Principal no Centro de Estudos Sociais

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258 intelectual e a investigao acadmica e a construo de imaginrios scionacional e europeu. Susana Pereira Susana Pereira, Universidade do Porto. Licenciada em Matemtica, Ramo educacional e doutorada em Ensino e Divulgao das Cincias pela Universidade no blog Visual Loop, onde publica sobre a comunicao visual da cincia e a Departamento de Matemtica da Faculdade de Cincias do Porto e membro do Centro de Matemtica da Universidade do Porto. ainda divulgador de matemtica e vice-presidente da Associao Attractor de Estudos de Comunicao / Sociologia, Diretor do Doutoramento em Mdias